quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pirâmide Alimentar

Alimentar é dar ao organismo os nutrientes necessários a sua manutenção. Os nutrientes são encontrados nos alimentos, que podem ser tanto de origem vegetal como animal. Os alimentos são partidos em pequenas porções pelos processos de digestão e absorção, que começa na boca, através da mastigação, e termina nos intestinos, onde os nutrientes são absorvidos, para serem usados nas células, tecidos, músculos, órgãos, enfim por todo organismo.
A pirâmide alimentar, um elemento muito utilizado pelos profissionais de saúde e nutrição, foi proposta pela FDA (Food and Drug Administration - órgão do governo dos EUA) para controlar a produção e comercialização de remédios e alimentos, preconizando o consumo das seguintes porções diárias de alimentos:





  • Pães, cereais, raízes e tubérculos (pães, farinhas, massas, bolos, biscoitos, cereais matinais, arroz, féculas e tubérculos: cinco porções, no mínimo, a nove, no máximo);









  • Hortaliças (todas as verduras e legumes, com exceção das citadas no grupo anterior: quatro porções, no mínimo, e cinco, no máximo);








  • Frutas (cítricas e não cítricas: três porções, no mínimo, e cinco, no máximo);





  •  
      


    Carnes (carne bovina e suína, aves, peixes, ovos, miúdos e vísceras: uma porção, no mínimo, e duas, no máximo);




  • Leite (leites, queijos e iogurtes: três porções);







    • Leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico, fava e amendoim: uma porção); 
    • Óleos e gorduras (margarina/manteiga e óleo: uma porção, no mínimo, e duas, no máximo);



  • Açúcares e doces (doces, mel e açúcares: uma porção, no mínimo, e duas, no máximo).






  •   Um cardápio balanceado deve conter, diariamente, cerca de 55% de carboidratos, 30% de lipídeos e 15% de proteína, além das vitaminas, sais minerais e fibras. Vale comer um pouco de tudo e de tudo um pouco.

       Nenhum alimento conterá todos os nutrientes necessários a manutenção da vida e um mesmo tipo de alimento pode oferecer ao organismo nutrientes em excesso, que podem causar várias doenças. O ideal então é equilibrar a alimentação. A Pirâmide Alimentar foi criada para ajudar e a entender como equilibrar esses alimentos diariamente. Os alimentos são agrupados de acordo com as suas funções e seus nutrientes.
      De acordo com a Universidade de Brasília - Departamento de Nutrição, a pirâmide alimentar é dividida em 8 grupos. Nenhum grupo pode ser utilizado como única fonte dos nutrientes, mesmo por que, nenhum grupo contém todos os nutrientes.
    A pirâmide funciona da seguinte maneira: A base larga indica os alimentos mais necessários e que devem sem mais consumidos, a medida que vai encurtando, vai diminuindo a necessidade de consumir esses tipos de alimentos, chegando até a ponta da pirâmide que indica alimentos que devem ser ingeridos em poucos quantidades. É bom lembrar que todos os alimentos contidos em todos os grupos são importantes, o que muda é a quantidade a ser ingerida. A quantidade é especificada através das porções para cada grupo.
      Alimentos como açúcar, as gorduras e o sal podem ser encontrados em vários grupos, por já estarem presente naturalmente nos alimentos. A ingestão particular desses alimentos, como por exemplo: o sal de cozinha e o açúcar de mesa, devem ser alvos de atenção. Uma vez que o seu excesso pode acarretar vários comprometimentos a saúde. O mesmo vale para as gorduras, principalmente a gordura animal, que é rica em colesterol.



    OS GRUPOS

    Grupo 1:
    Na base da pirâmide, estão os alimentos Energéticos ricos em carbohidratos, que são responsáveis pelo fornecimento da maior parte das energias de que precisamos.
    São os Cereais, pães, raízes e tubérculos;
    São indicadas 8 porções.

    Grupo 2:
    No segundo degrau da pirâmide estão os alimentos reguladores,
    ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água.
    São as Hortaliças, as verduras.
    São indicadas 3 porções.

    Grupo 3:
    As Frutas e os sucos de frutas naturais, também são alimentos reguladores, ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água.
    São indicadas 3 porções.

    Grupo 4:
    No terceiro degrau estão os alimentos construtores, ricos em proteínas e cálcio, ferro e zinco. Esse grupo também possuí açúcar e gorduras.
    proteína, cálcio, ferro, e zinco.
    São eles: o leite, os derivados de leite, queijos, bebidas lácteas etc,
    São indicadas 3 porções.

    Grupo 5:
    Alimentos construtores ricos em proteínas e cálcio, também possuem gorduras e colesterol, além de ferro e zinco.
    São as Carnes e ovos;
    São indicadas 2 porções.

    Grupo 6:
    Esse grupo encerra o grupo dos alimentos construtores, que são ricos em proteínas e fibras, além de cálcio, ferro, zinco e vitaminas. A vantagem desse grupo é que possuem alimentos que oferecem calorias, através do colesterol bom, sem prejudicar a saúde. Além de proteínas específicas, como a Isoflavona que é encontrada na Soja e que ajuda a combater várias doenças.
    São as leguminosas: Feijão, soja, ervilha, etc.
    São indicadas 1 porção.

    Grupo 7: Óleos e gorduras; 120 kcal;
    No último degrau da pirâmide estão os alimentos energéticos, ricos em calorias e colesterol. São importantes. As gorduras e o colesterol transportam as vitaminas A, D, E, K. Mas devem ser consumidas em pequenas quantidades.
    São os óleos e a gorduras.
    São indicadas 2 porções.

    Grupo 8: Açúcares, balas, chocolates, salgadinhos; 80 kcal;
    São alimentos energéticos que provêem muita calorias e poucos nutrientes. Devem ser consumidos com moderação.
    São eles: Açúcares, balas, chocolates, salgadinhos.
    São indicadas 2 porções.
    Fontes: Universidade de Brasília.
    the National Academy Press (Publicação da Academia de Ciências do Estados Unidos)
    

    sexta-feira, 8 de abril de 2011

    Alimentação Infantil

    A alimentação infantil é essencial para que a criança se mantenha saudável, enquanto o sobrepeso ameaça a saúde da
    criança.
    O número de crianças obesas continua a crescer. Ao longo das duas últimas décadas, este número cresceu em mais de 50%, e o número de crianças “extremamente” obesas praticamente dobrou. Os médicos e profissionais de saúde determinam se uma criança é obesa medindo o peso e altura. Apesar das crianças registarem menores problemas relacionados com o peso dos adultos, as crianças obesas têm um elevado risco de se tornarem adolescentes e adultos obesos. Por sua vez, os adultos com problemas de peso podem ter várias complicações de saúde, incluindo doenças coronárias, diabetes, problemas de coração, pressão arterial elevada e mesmo certas formas de cancro.

    Quais os principais factores para a obesidade infantil?
    As crianças podem tornar-se obesas por variadas razões. As mais comuns são fatores genéticos, falta de atividade física, padrões de alimentação pouco saudáveis, ou uma combinação destes fatores. Em casos raros, um problema do foro médico, como uma desordem endócrina, pode levar a que uma criança se torne obesa. O seu médico pode realizar um exame físico e análises sanguíneas para excluir esta hipótese.

    Fatores Genéticos
    Crianças cujos pais ou irmãos tenham excesso de peso têm um risco acrescido de se tornarem elas próprias obesas. Apesar dos problemas de peso serem comuns dentro de algumas famílias, nem todas as crianças com uma história familiar de obesidade irão tornar-se também obesas.

    Estilo de Vida
    Os hábitos alimentares de uma criança e o grau de atividade física desempenham ambos um importante papel na sua saúde e peso. A crescente popularidade da televisão, computadores, vídeo game  e outros fenómenos tecnológicos de interação virtual contribuem para a inatividade física e sedentarismo desde tenra idade. O tempo médio que uma criança passa a ver televisão por semana é 24 horas, tempo útil que poderia ser passado a praticar um desporto de exterior ou mesmo de interior.
    A minha criança tem excesso de peso?
    Se desconfia que a sua criança é obesa, fale com um pediatra ou médico especializado. Um profissional está capacitado para determinar se existe de fato um problema, ou se a variação de peso é natural da idade, relacionando os padrões de crescimento com a idade, peso e altura de modo a determinar se a sua criança é ou não obesa. De qualquer forma, aferir a obesidade infantil de forma categórica é perigoso, e muito difícil, mesmo para profissionais do ramo, pois o crescimento nestas idades é bastante imprevisível. Por exemplo, é normal para os rapazes terem um surto de crescimento no peso e estabilizar mais tarde. Caso se verifique de fato um problema, siga todos os conselhos do seu médico relacionados com alterações nos hábitos alimentares e práticas de nutrição infantil, bem como no estilo de vida da sua criança. 


    Como posso ajudar?
    Dê-lhe apoio
    Uma das coisas mais importantes que pode fazer para ajudar crianças com excesso de peso é comunicar-lhes que para si elas estão bem e que as ama, independentemente do seu peso. Os sentimentos das crianças sobre si próprias baseiam-se muitas vezes nos sentimentos dos próprios pais sobre elas. Se aceitar a sua criança com qualquer peso, elas terão melhores probabilidades de sentir-se bem consigo próprias. É igualmente importante falar sobre a obesidade, e permitir à criança partilhar as suas preocupações consigo, já que é a sua criança quem melhor sabe que tem um problema de peso. Por estas razões, as crianças obesas necessitam de suporte, aceitação, e encorajamento dos seus pais.  

    O Foco na Família
    Os pais não devem descriminar os filhos e pô-los de parte devido ao peso, mas sim concentrar-se em mudar gradualmente o grau de atividade física da família e os hábitos alimentares. O envolvimento da família ensina todos, não apenas as crianças, a adquirirem hábitos de uma alimentação saudável.

    Aumento da atividade física da família
    Atividade física regular, em combinação com uma alimentação saudável, é a forma mais eficiente de controlo de peso que existe. É também uma parte fundamental de um estilo de vida saudável. Eis algumas formas simples de aumentar a atividade física da sua família:
    • Seja um modelo para a sua criança. Se a criança vê que você é fisicamente ativo e diverte-se ao sê-lo, o mais provável é que imite este comportamento, aprenda a gostar de desporto e continue a praticar desporto ao longo de toda a vida.


    Planeje exercícios conjuntos com vários membros da família, como passeios, dançar, andar de bicicleta ou natação. Por exemplo, pode calendarizar um passeio noturno com a sua família em vez  ver televisão. Contudo, certifique-se que estas atividades em família podem ser desenvolvidas num ambiente seguro.
    • Seja sensível às necessidades particulares da sua criança. Crianças com excesso de peso podem sentir-se pouco confortáveis em participar em determinadas atividades. É fundamental, para desenvolver o gosto pelo desporto, ajudar a criança a encontrar atividades que não sejam particularmente difíceis ou embaraçosas.
    • Reduza a quantidade de tempo que você e a sua família passam em atividades sedentárias, como jogos de vídeo, navegar na Internet ou ver televisão.
    • Seja mais ativo ao longo do dia e encoraje toda a família a adotar os mesmos hábitos. Suba e desça escadas ao invés de andar de elevador, ou caminhe até ao emprego e deixe o carro em casa.
    • O objetivo é não tornar o exercício físico uma obrigação ou algo indesejado, mas antes mostrar como a criança pode divertir-se com isso e fazer dela parte integrante da vida cotidiana.

     
    Ensine à sua família hábitos de alimentação saudável
    Uma alimentação saudável desde tenra idade ajuda a criança a olhar para a comida de forma equilibrada e necessária para o crescimento, desenvolvimento e fonte energética.
    A melhor forma de começar é aprender mais acerca das necessidades nutricionais da criança através da leitura de livros ou falando com um profissional de saúde, e dar-lhe depois opções saudáveis de alimentação, dando-lhes a possibilidade de escolher o que comer.


    Algumas formas de ajudar a sua criança a desenvolver bons hábitos alimentares:

    Não coloque a criança numa dieta rígida
    As crianças nunca devem ser colocadas em dietas rígidas para perderem peso, a não ser por razões médicas com acompanhamento médico. Limitar o que as crianças comem pode ser extremamente prejudicial para a sua saúde e interferir com o crescimento e desenvolvimento.
    Para promover um crescimento sustentado e prevenir a obesidade, os pais devem ter cuidados nutricionais e fornecer uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentares, como respeito pela pirâmide alimentar.
    A pirâmide alimentar ilustra a importância de uma alimentação equilibrada entre os grupos de alimentos em padrões diários.

    Reduza progressivamente as gorduras da dieta da sua família
    Reduzir as gorduras é uma boa forma de cortar nas calorias sem privar a criança dos nutrientes essenciais. Formas simples de reduzir na gordura incluem ingerir produtos lácteos magros, aves sem pele e carnes magras. Contudo, teve ter em atenção que quaisquer alterações na dieta e hábitos alimentares das crianças devem ser supervisionados por um Professional de saúde. Adicionalmente, as gorduras não devem ser cortadas em crianças com menos de 2 anos, sendo que a partir dessa idade as crianças devem adoptar uma dieta alimentar que contenha até 30% de calorias provenientes de gorduras até aos 5 anos.

    Não corte drasticamente nos doces
    Apesar de ser importante ter cuidado com a gordura, sal e açúcares nos alimentos que são fornecidos às crianças, todos os alimentos têm um papel moderado na dieta.

    Oriente as escolhas da sua família, não se torne num ditador
    Faça com que existam várias escolas alimentares disponíveis na casa. Esta variedade vai fazer com que as crianças aprendam a fazer escolhas de alimentação saudável.

    Encoraje a sua criança a comer devagar
    Uma criança consegue detectar a satisfação  se comer com ponderação

    Tente fazer o máximo de refeições em família possíveis
    Tente fazer das refeições atividades divertidas e saudáveis, com conversas e partilha, e não um tempo em que se discute ou se está de mau humor. Se as refeições forem períodos desagradáveis, as crianças irão comer depressa para se levantarem da mesa e podem associar a alimentação com o stress.

    Envolva as crianças nas compras e preparação de alimentos
    Estas atividades dão aos pais pistas sobre as preferências alimentares dos seus filhos, ensinam as crianças sobre nutrição, e dão às crianças uma sensação de pertença e cumplicidade em todo o processo. Adicionalmente, as crianças poderão estar mais abertas a experimentar alimentos que elas próprias prepararam ou ajudaram a preparar.

    Desencoraje as refeições em frente ao televisor
    Tente comer as refeições ou lanches apenas nas áreas designadas da sua casa, como a sala de refeições ou cozinha. Comer enquanto se vê televisão pode interferir com a capacidade que as crianças têm de saber quando estão satisfeitas e conduzir a excesso de ingestão de alimentos.

    Não utilize a comida para punir ou recompensar
    Utilizar a comida como punição pode ter efeitos negativos. Por exemplo, castigar uma criança sem jantar faz com que a criança se preocupe com o apetite que vão ter mais tarde. Como resultado, as crianças irão comer sempre que tiverem oportunidade. A utilização de doces para recompensar á também uma prática errada, visto que as crianças podem ter a sensação que estes alimentos são mais “valiosos” que os restantes. Por exemplo, dizer ao seu filho que pode comer a sobremesa se comer todos os vegetais traduz uma mensagem errada sobre os vegetais.

    Assegure-se que as refeições fora de casa são equilibradas
    Informe-se sobre o programa alimentar da escola do seu filho ou filha, ou faça você própria o almoço em casa para a criança levar com uma variedade de alimentos. Faça de igual modo opções saudáveis quando comer em restaurantes.

    Seja um exemplo
    As crianças aprendem depressa, e aprendem pelo melhor exemplo. Ser um bom exemplo para os seus filhos ao comer uma variedade de alimentos e ser fisicamente activa vai ensinar aos seus filhos um estilo de vida e hábitos alimentares saudáveis que podem seguir pelo resto das suas vidas.
    Os nutricionistas e os médicos têm explorado todas as respostas possíveis para a alimentação infantil das crianças.
    O leite enriquecido com suplementos vitamínicos enche as prateleiras dos supermercados. Os lanches tornaram-se vitamínicos para compensar as necessidades nutricionais das crianças a Fast Food como também é conhecida já não é apelidada como tal. Da mesma maneira, os produtos  vendidos atualmente nos supermercados já contêm vitaminas.
    Tudo isto foi feito para responder à crescente inadequação da alimentação infantil.
    Os programas de dietas são atualmente bastante comuns. Cada vez existem mais pais conscientes da saúde dos seus filhos e dos efeitos nefastos da obesidade, controlando os alimentos que ingerem e habituando-os a uma dieta equilibrada.
    Atualmente, os pais estão mais conscientes de que ingerir muitos alimentos com elevadas calorias não é nada saudável. Contudo, a nutrição não deve estar isolada. Atividades físicas frequentes também ajudam na prevenção da obesidade.
    O tempo gasto a ver televisão deve ser minimizado, para que as crianças possam beneficiar das atividades recreativas. Mais importante de tudo, o apoio da família é um elemento chave para a optimização da alimentação infantil.
    Os pais podem ajudar os seus filhos agindo como exemplos de estilo de vida saudável. A estrada da erradicação da obesidade é longa e cansativa, mas com o apoio de quem nos rodeia, pode ser alcançada.
    As informações sobre alimentação infantil irão continuar a preencher livros, sites de Internet e programas televisivos, no sentido de fornecer a informação de vida.


    Fonte: http://www.obesidadeinfantil.org/alimentacao-infantil/obesidade-infantil-alimentacao-infantil.php
    http://www.alimentacaosaudavel.org/Artigo-Obesidade-Infantil.html